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A NR01 e os Riscos Psicossociais no Trabalho: Um Olhar Necessário

  • Foto do escritor: Ana Karina Fuelber dos Santos Bombassaro
    Ana Karina Fuelber dos Santos Bombassaro
  • 4 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 1 dia


“Cuidar da saúde mental no trabalho não é tendência — é responsabilidade.”


A Norma Regulamentadora nº 01 (NR01) trouxe uma mudança significativa na forma como as organizações devem lidar com os riscos ocupacionais. Entre os avanços, está o reconhecimento dos riscos psicossociais como parte integrante da gestão de saúde e segurança no trabalho.


Equipe de trabalho em reunião descontraída
Reunião da equipe de trabalho em um ambiente descontraído

Essa inclusão representa um marco: ela legitima o sofrimento psíquico como risco real, mensurável e prevenível — e convida empresas e lideranças a assumirem um papel mais ativo na promoção de ambientes saudáveis.






O Que São Riscos Psicossociais?


São fatores relacionados à organização do trabalho, às relações interpessoais e às exigências emocionais que podem afetar a saúde mental dos trabalhadores. Eles incluem:


  • Excesso de carga de trabalho


  • Falta de autonomia ou reconhecimento


  • Ambiguidade de papéis


  • Assédio moral ou sexual


  • Clima organizacional tóxico


  • Isolamento social ou falta de apoio


Esses riscos não são invisíveis — eles se manifestam em adoecimentos, absenteísmo, queda de produtividade e conflitos internos.


“Ambiente emocionalmente inseguros geram impactos silenciosos – mas profundos.”


O Que Diz a NR01?


A NR01 estabelece diretrizes gerais para todas as normas regulamentadoras e introduz o conceito de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Ela exige que os riscos psicossociais sejam considerados na elaboração do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).


Isso significa que empresas devem:


  • Identificar e avaliar riscos psicossociais


  • Propor medidas de prevenção e controle


  • Monitorar impactos e revisar estratégias


  • Promover ações de saúde mental e bem-estar


A norma não apenas permite — ela exige que o cuidado com a saúde emocional seja parte da estratégia de SST.


O Papel da Liderança e da Cultura Organizacional


A gestão dos riscos psicossociais não se limita ao setor de segurança do trabalho. Ela envolve lideranças, RH, comunicação interna e cultura organizacional.


Líderes conscientes são peças-chave nesse processo. São eles que moldam o clima, influenciam comportamentos e podem transformar ambientes de pressão em espaços de confiança.


“A cultura do cuidado começa na escuta – e se fortalece na ação.”


E na Prática, Como Implementar?


A gestão dos riscos psicossociais exige método, sensibilidade e alinhamento estratégico. Algumas ações incluem:


  • Diagnóstico organizacional com escuta ativa


  • Treinamento de lideranças para gestão emocional


  • Políticas claras de prevenção ao assédio


  • Espaços seguros para diálogo e acolhimento


  •  Monitoramento contínuo dos indicadores de saúde mental


“Cada organização tem sua realidade — e cada solução precisa ser construída com coerência e propósito.”


Um Olhar Profundo Faz Diferença


“A saúde emocional no trabalho é uma escolha ética – e estratégica.”


A NR01 abriu espaço para um novo paradigma: o da saúde integral no trabalho. E esse paradigma exige profissionais preparados, lideranças conscientes e estratégias que vão além do protocolo.


Se você atua com SST, gestão de pessoas ou liderança, talvez seja hora de aprofundar esse olhar. Há caminhos possíveis para transformar riscos em oportunidades de cuidado — e de cultura.


Cultivar ambientes emocionalmente saudáveis não é apenas uma demanda normativa — é uma decisão que transforma relações, fortalece equipes e sustenta resultados com mais humanidade.


Para líderes e profissionais de RH que desejam aprofundar esse caminho, há um espaço seguro e estratégico à disposição. A Mentoria Desenvolvimento Emocional na Gestão de Ambientes Seguros une escuta clínica, visão organizacional e práticas que fortalecem a saúde emocional da liderança e das equipes.


“Liderar com consciência é também saber quando buscar apoio especializado.”



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